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Vaga-humanos
O corpo humano emite luz, como os vaga-lumes. Só que por um mecanismo diferente: a emissão de biofótons, resultado de reações químicas que geram moléculas altamente reativas de oxigênio (radicais livres). Já o brilho dos vaga-lumes e das águas-vivas vem de reações químicas que consomem a molécula que fornece energia para os organismos vivos, adenosina trifosfato (ATP). Usando uma câmera ultrassensível, pesquisadores japoneses registraram imagens da luz natural emitida pela parte superior do corpo humano em diferentes períodos do dia: a luz é mais fraca pela manhã e mais intensa à tarde. As regiões mais brilhantes são as bochechas, a testa e o pescoço. Como a emissão é muito sutil, eles acreditam que ela não tenha função evolutiva – entre os vaga-lumes, atrai parceiros sexuais (PlosONE).
Escrito por tokybo às 09h45
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Ainda bem que existe o Angeli

DESDE 1989 O SARNA Há exatos 20 vinte anos caiu o Muro de Berlim e ele continua vociferando por aqui.
Escrito por tokybo às 17h18
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A melancolia dos cinquenta
Voltei à sala, lembro-me dançar uma polca, embriagar-me das luzes, das flores, dos cristais, dos olhos bonitos, e do burburinho surdo e ligeiro das conversas particulares. E não me arrependo; remocei. Mas, meia hora depois, quando me retirei do baile, às quatro da manhã, o que é que fui achar no fundo do carro? Os meus cinqüenta anos. Lá estavam eles, os teimosos, não tolhidos de frio, nem reumáticos, - mas cochilando a sua fadiga, um pouco cobiçosos de cama e de repouso. Então, - e vejam até que ponto pode ir a imaginação de um homem, com sono, - então pareceu-me ouvir de um morcego encarapitado no tejadilho: Senhor Brás Cubas, a rejuvenescência estava na sala, nos cristais, nas luzes, nas sedas, - enfim, nos outros.
Memórias Póstumas de Machado de Assis
Escrito por tokybo às 15h56
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A V I D A É S O N H O foto: F.Castelo (Portugal)
Escrito por tokybo às 20h36
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Vem cá Diga-me uma coisa Existe algum dia Em que nosso transar não é belo? 
Escrito por tokybo às 12h42
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Contraponto de inverno

Luz del Fuego, nome artístico de Dora Vivacqua, (Cachoeiro de Itapemirim, 21 de fevereiro de 1917 — Rio de Janeiro, 19 de julho de 1967) foi uma bailarina, naturista e feminista brasileira.
Escrito por tokybo às 12h57
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IPrenez soin de vous Il faultlPRENEZ SOIN DE VOUS iL faut ..il faut.
Escrito por tokybo às 11h53
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E eu, que vinha vivendo o visto mas vivando estrelas, e tinha um lápis na algibeira, escrevi também (...). Só, só por causa dos nomes. Sim, que, à parte o sentido prisco, valia o ileso gume do vocábulo pouco visto e menos ainda ouvido, raramente usado, melhor fora se jamais usado. Porque, diante de um gravatá, selva moldada em jarro jônico, dizer-se apenas drimirim ou amormeuzinho é justo; e, ao descobrir, no meio da mata, um angelim que atira para cima cinqüenta metros de tronco e fronde, quem não terá ímpeto de criar um vocativo absurdo e bradá-lo - ó colossalidade! - na direção da altura? E não é sem assim que as palavras têm canto e plumagem. João Guimarães Rosa, Sagarana (1946)
Escrito por tokybo às 11h45
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Viajar! Perder países! Ser outro a cada dia." (Fernando Pessoa)
Escrito por tokybo às 20h15
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Quantos véus haverão ainda de cair antes da madrugada do meu ser acordar? Quantas luas passarão antes que te encontre no poente e juntos sigamos? Quantos invernos antes de ver os dois sóis girarem e os mundos se fundirem num só? 
Escrito por tokybo às 11h47
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Atrás de nossas orelhas No concâvo de nossas espaldas No interior de nossas coxas No verso de nossos calcanhares Existe um ponto De mutação Ganhei espaço Dentro de mim Inverti minha prosa Rasguei o véu Que encobria minhas faces Transitei pelos céus Abri fendas Rompi diques Voei Sobre a dança das cabeças Tranquila vaguei Pelas sombras Pelas noites Em que cães Uivavam famintos.
Escrito por tokybo às 18h41
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Verdades são mentiras inacabadas A tristeza é azul O amor é uma nota musical,longa.
Escrito por tokybo às 18h16
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Busco-te no chá que tomo no fim de tarde no pôr-do-sol na montanha no fôgo que crepita na lareira no sorriso do menino triste na doce mulher que me acena e me dá bom dia no barqueiro solitário que atravessou meu dia na flôr que se abriu esta manhã no meu jardim no beija-flor que passou e já partiu no brilho das folhagens desta tarde invernal no olhar compassivo do meu amigo na conversa embriagada noite adentro busco-te sempre....
Escrito por tokybo às 18h14
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Já fomos loucos Já fomos tolos Já fomos engajados Já fomos tântricos Já fomos ateus e agnósticos Buscamos respostas nos Vedas, no Capital, na Blavatsky, no Nihilismo, no Anti-Édipo, no Ecce Homo,na Tragédia Grega, no Surrealismo, no Darwinismo e, nesse longo e exaustivo, incansável e infinito buscar nos deparamos sempre com nossas pessoinhas e vemos que elas são o grande mistério, estrelas solitárias nesse imenso Cosmos.
Escrito por tokybo às 17h53
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E você?

Escrito por tokybo às 22h45
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